Restrição no Santos Dumont pode tirar R$ 1 bilhão da Infraero até 2030
O TCU alertou Ministério dos Portos e Tesouro e destacou déficit acumulado de R$ 1,315 bilhão em 2024‑25.

Manutenção das restrições operacionais no Aeroporto Santos Dumont pode reduzir em R$ 1 bilhão o caixa da Infraero até 2030.
O Tribunal de Contas da União decidiu comunicar o Ministério de Portos e Aeroportos e a Secretaria do Tesouro Nacional sobre os efeitos financeiros dessa limitação.
O TCU apontou que o Santos Dumont virou a principal fonte de receitas da Infraero após as rodadas de concessões; a limitação transfere parte da demanda para o Aeroporto Internacional do Galeão e reduz a geração de receita do terminal carioca.
O relator Benjamin Zymler apresentou a estimativa do impacto e registrou que a Infraero teve déficit primário de R$ 540 milhões em 2024 e R$ 775 milhões em 2025, totalizando R$ 1,315 bilhão em dois anos.
O Tribunal recomendou que a administração de aeroportos não contemplados no Plano Aeroviário Nacional só seja atribuída à Infraero mediante justificativa técnica que comprove atendimento ao interesse público.
"A análise do TCU não representa uma posição sobre qual deve ser a distribuição ideal de passageiros entre Santos Dumont e Galeão", disse o ministro Benjamin Zymler.
O próximo passo é a comunicação formal do TCU ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Secretaria do Tesouro Nacional sobre os impactos financeiros e as recomendações adotadas.