Rússia diz apoiar entrada de Cuba no BRICS
Porta‑voz do Kremlin afirma respaldo político, mas distingue apoio de abertura formal à expansão do grupo

A Rússia apoia a intenção de Cuba de integrar o BRICS, afirmou o porta‑voz do Kremlin Dmitry Peskov nesta segunda (14).
A declaração de Peskov diferencia o apoio político russo à participação cubana de uma eventual abertura formal de nova rodada de expansão do bloco.
Peskov falou na coletiva diária após o retorno do presidente Vladimir Putin da Índia; Putin esteve em Nova Délhi nos dias 12/09 e 13/09 e reuniu‑se com o presidente chinês Xi Jinping e o primeiro‑ministro indiano Narendra Modi.
Cuba já participa do BRICS como país parceiro, condição que permite presença em atividades do bloco sem o poder de decisão dos membros plenos.
Além de Cuba, nove países tornaram‑se parceiros do BRICS em 2025: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.
O BRICS tem 11 membros plenos: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.
O bloco representa cerca de 49,5% da população mundial, 40% do Produto Interno Bruto e 26% do comércio global, segundo dados divulgados pela aliança.
Peskov afirmou também que “qualquer país pode exercer influência sobre o regime de Kiev para torná‑lo mais flexível” durante a mesma coletiva.
O chanceler cubano Bruno Rodríguez, que liderou a delegação de Cuba na Índia, declarou que o documento do BRICS reflete “a condenação e a oposição dos países do BRICS à imposição de medidas coercitivas unilaterais que contrariam o direito internacional”.