Samara: 'bolsa-banqueiro' de juros, não Bolsa Família, é o absurdo nas contas
Declaração foi dada em debate em São Paulo, um dia depois do governo elevar o Bolsa Família de R$600 para R$691.

Samara Martins disse que o "bolsa-banqueiro" — pagamento de juros da dívida — é o "absurdo" nas contas públicas.
A fala ocorreu em 18.set, um dia após o governo aumentar o Bolsa Família de R$600 para R$691; o reajuste terá custo adicional de R$5,8 bilhões de out‑dez/2026 e de R$22,7 bilhões por ano a partir de 2027.
Samara falou durante debate em São Paulo promovido por Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo G4; participaram Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP); Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Renan Santos não compareceram.
Ela afirmou que o "bolsa-banqueiro" consome R$1,8 trilhão do orçamento e que 80% das famílias estão endividadas para garantir comida.
Na discussão sobre trabalho, Samara criticou a negociação individual da jornada e defendeu o fim da escala 6 X 1, dizendo que trabalhadores sob esse regime não têm poder de barganha.
Para alavancar a economia, propôs redirecionar recursos de juros da dívida para saúde, educação e geração de empregos, criar frentes emergenciais de trabalho, reduzir jornada sem cortar salário e reestatizar empresas privatizadas.
R$1,8 trilhão — valor que Samara chamou de "bolsa-banqueiro"
R$9,29 trilhões — tamanho da dívida pública em julho
R$600 → R$691 — aumento do piso do Bolsa Família, anunciado em 17.set
R$5,8 bilhões — custo adicional estimado de out‑dez/2026
R$22,7 bilhões/ano — custo estimado a partir de 2027
5,4% — taxa de desemprego no 2º trimestre de 2026 (IBGE)
"O que é um absurdo no nosso país é o bolsa-banqueiro, que leva R$ 1,8 trilhão do nosso orçamento", disse Samara Martins durante o debate em São Paulo.