São Bernardo inicia canalização do Ribeirão dos Couros na Vila Galiléia
Obra de 320 metros recebeu ordem de serviço; investimento total é de R$ 24,7 milhões e previsão vai até início de 2028.

O prefeito Marcelo Lima assinou no sábado (22) a ordem de serviço e deu início às obras de canalização do Ribeirão dos Couros na Vila Galiléia, bairro do Independência, em São Bernardo.
O projeto prevê canalizar cerca de 320 metros do ribeirão, com investimento de R$ 22,9 milhões do Orçamento-Geral da União e contrapartida municipal, totalizando R$ 24,7 milhões; conclusão prevista entre fim de 2027 e início de 2028.
O anúncio foi feito em ato na Vila Galiléia, com autoridades e lideranças locais presentes.
As intervenções serão executadas em duas frentes simultâneas: macrodrenagem do canal principal e microdrenagem do escoamento nas vias, formando um sistema integrado para eliminar alagamentos recorrentes.
Um novo canal pré-moldado será implantado para direcionar as águas pluviais diretamente ao Piscinão Vila Rosa, isolando o trecho do Ribeirão dos Couros e reduzindo o risco de retorno de água ao bairro.
O escopo inclui rede nova de microdrenagem, limpeza e adequação da rede existente, recomposição e recuperação de pavimento por fresagem e recapeamento, pavimento novo onde necessário e recomposição completa da sinalização viária.
As obras integram o Complexo dos Couros, que conectará o Grande Alvarenga ao Rudge Ramos e tem previsão de entrega até o fim de 2026; a Ponte Estaiada Piraporinha-Robert Kennedy já foi entregue, e há duplicação na Estrada dos Alvarengas.
"É um marco histórico. Essa é uma obra que vai mudar a vida de quem mora na Vila Galiléia", disse o prefeito Marcelo Lima ao assinar a ordem de serviço.
O secretário Francisco Carone afirmou que a soma da canalização, do Corredor dos Couros, da Ponte Estaiada e do novo viaduto cria "um eixo de infraestrutura completo que vai mudar a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida".
Moradores celebraram o início: Luciana Almeida, que vive no bairro há 23 anos, relatou ter enfrentado mais de dois metros de água em sua rua; Gilmar Ramos, morador há 42 anos, disse ter perdido móveis por enchentes e ver a obra como devolução de dignidade.