Senado reduz ritmo de votações; 54 das 81 cadeiras estarão em disputa
Calendário de Davi Alcolumbre prevê semanas de esforço concentrado e sessão presencial a partir de 31 de agosto

Senado reduziu o ritmo de votações com o início da campanha eleitoral.
Com 54 das 81 cadeiras em disputa nas eleições de outubro, a Casa só prevê nova rodada de votações a partir de 31 de agosto.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou em julho um calendário especial para concentrar trabalhos durante a campanha; o Senado realizou sessões deliberativas em 11, 12 e 13 de agosto.
A primeira rodada ocorreu às vésperas do início oficial da campanha, liberada em 16 de agosto, e foi realizada de forma semipresencial; Câmara e Senado alinharam o modelo para períodos semelhantes.
A próxima rodada será presencial: Alcolumbre convocou os senadores a Brasília para trabalhos entre o fim de agosto e o início de setembro.
Entre as matérias que podem avançar nesse período estão a PEC do fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública; ambas foram recebidas pela Comissão de Constituição e Justiça.
As PECs exigem ao menos 49 votos em dois turnos por tratarem de mudança constitucional, e a eleição de outubro renovará dois terços do Senado, com dois senadores por Estado e pelo Distrito Federal.
54 — cadeiras do Senado em disputa em outubro
81 — total de cadeiras no Senado
11 a 13 de agosto — sessões deliberativas realizadas
16 de agosto — início oficial da campanha eleitoral
31 de agosto — início previsto da próxima rodada de votações
49 votos — mínimo necessário para aprovar PEC constitucional, em dois turnos
"A organização do calendário busca compatibilizar a atividade legislativa com as demandas do período eleitoral", disse Davi Alcolumbre ao anunciar o planejamento.
Próximo passo: senadores convocados devem comparecer presencialmente a Brasília para o esforço concentrado entre o fim de agosto e o início de setembro, quando as PECs poderão avançar após análise em comissões.