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SES-DF detalha protocolo de internação involuntária humanizada, com saída ligada a assistência social

Lei sancionada em 20 de julho prevê internação excepcional; SES-DF explicou etapas nesta terça (25/8).

Redação POLITICA.SP26 de ago. de 2026 · 03h022 acessos📲 Enviar no WhatsApp
SES-DF detalha protocolo de internação involuntária humanizada, com saída ligada a assistência social
Reprodução: www.metropoles.com

SES-DF detalhou, em 25/8, o protocolo de internação involuntária humanizada para pessoas em situação de rua.

O protocolo prevê continuidade de assistência após alta, com inserção em políticas de assistência social, moradia, trabalho e renda.

Durante a internação, o serviço social da unidade hospitalar deve levantar vínculos, existência de familiares e localizações fora da capital.

A subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer, explicou que assistentes sociais irão identificar família e vínculo para saber quem é a pessoa.

Se houver familiares capazes de receber, a equipe buscará restabelecer o vínculo; se não, alternativa será acolhimento em abrigo público.

O acompanhamento pós-alta poderá incluir Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Consultório na Rua e outras unidades da rede pública.

A duração da internação varia caso a caso: a lei prevê até 90 dias, mas a alta dependerá da avaliação clínica e da estabilização.

Fernanda afirmou que, em muitos casos, cerca de 15 dias após início da medicação já há melhora, especialmente com rede de apoio.

A internação não obriga adesão posterior a abrigos ou programas; "não existe uma compulsoriedade onde a pessoa é obrigada a ir para o abrigo público", disse Fernanda.

O protocolo foi acionado no domingo 23/8 para um homem de 31 anos que tentou entrar nos trilhos do Metrô; ele tem quadro de suposta esquizofrenia agravado por drogas.

Na terça 24/8, houve segundo caso: homem de 72 anos, usuário crônico de álcool, resgatado pelo projeto Consultório na Rua e levado a UPA após agravamento.

O GDF sancionou a lei que autoriza internação humanizada involuntária em 20 de julho, aplicável apenas em casos de risco iminente à vida.

Após recuperação, espera-se integrar pacientes às políticas de assistência social e manter reabilitação psicossocial.