Settle usa IA para destravar R$ 1 trilhão em compras públicas
Startup criada em 2024 roda 100 agentes de IA, atende Vivo e BR Supply e projeta R$ 1 milhão em 12 meses

Settle lança agentes de inteligência artificial para filtrar editais no mercado de compras públicas de R$ 1 trilhão.
Os fundadores dizem que a tecnologia dobra a participação dos clientes em licitações e reduz pela metade o custo de aquisição (CAC).
A startup opera mais de 100 agentes que fazem triagem, score e análises técnica, jurídica, comercial e de habilitação de editais; processa diariamente os 6 mil editais publicados entre esferas municipal, estadual e federal; e conecta portais de transparência de cerca de 5.500 municípios.
A Settle foi fundada no final de 2024 por Alice Iglesias, Mateus Brum, Bruno Ortiz e José Victor Almada; faturou uma rodada pré-seed de US$ 3,08 milhões (cerca de R$ 18 milhões) liderada pela Canary e Row Capital; e passou meses em stealth antes de entrar no mercado.
Entre os primeiros clientes estão a Vivo e a BR Supply; a empresa afirma ter hoje quatro contas enterprise, além de clientes médios; o foco comercial é software e hardware nas regiões Sul, Sudeste e em Brasília.
A Lei 14.133/2021 digitalizou as licitações — hoje 99% ocorrem via pregão eletrônico —, e a Settle normaliza dados públicos em PDF para gerar histórico de contratos, participação por órgão, preços praticados e previsões de renovação.
R$ 1 trilhão — tamanho do mercado de compras públicas (≈16% do PIB)
1 milhão — compras públicas registradas no PNCP em 2025
6.000 — editais publicados por dia
5.500 — municípios conectados pela Settle
US$ 3,08 milhões (≈R$ 18 milhões) — rodada pré-seed
4 — contas enterprise nomeadas, incluindo Vivo e BR Supply
R$ 1 milhão — projeção de receita nos primeiros 12 meses
"Quando uma empresa começa a usar os nossos agentes, ela consegue dobrar a sua participação em editais", disse Mateus Brum, cofundador e diretor, sobre o impacto nas vendas.
O próximo passo da Settle é dar autonomia aos clientes para configurar seus próprios agentes e ampliar o consumo de tokens, modelo que combina taxa fixa com cobrança variável.