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Silveira diz que novo conselho não vai barrar investimento estrangeiro

Lei foi sancionada em 16.set.2026; decreto de regulamentação inicial sai em 17.set.

Redação POLITICA.SP16 de set. de 2026 · 18h341 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Silveira diz que novo conselho não vai barrar investimento estrangeiro
Reprodução: www.poder360.com.br

O ministro Alexandre Silveira (PSD) afirmou que o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos não será barreira a investimentos estrangeiros.

A sanção da lei ocorreu nesta 4ª feira, 16.set.2026, e o governo publicará o decreto com a regulamentação inicial na 5ª feira, 17.set., com definições sobre composição e funcionamento do órgão.

Pelo texto aprovado, o conselho terá poder para avaliar e homologar operações estratégicas, como transferência de controle societário, compartilhamento de informações geológicas e contratos internacionais envolvendo minerais críticos e estratégicos.

Os critérios de homologação e triagem de transações ainda não estão definidos; esses requisitos serão debatidos e regulamentados posteriormente.

Silveira declarou na cerimônia de sanção que o órgão vai homologar “operações societárias e acordos internacionais sensíveis” e que a medida protege a soberania nacional sobre recursos minerais.

O governo criou também o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com aporte de até R$ 2 bilhões da União, e o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos, que concede créditos fiscais de até 20% sobre gastos com beneficiamento e transformação no Brasil.

Silveira afirmou que empresas estrangeiras já têm negócios fechados no Brasil considerando os instrumentos da nova política e antecipou que os projetos serão anunciados na próxima semana.

A política é lançada num momento de disputa internacional por minerais críticos; o Brasil detém cerca de 25% das reservas mundiais e vem recebendo propostas de investidores dos EUA, União Europeia e China.

O ministro anunciou ainda que o orçamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) subirá de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões a partir de 2027, destinados à pesquisa do solo.