Surgiu o 'voto Marécio': dobradinha informal entre Marília (PT) e Aécio (PSDB) em MG
Candidatos ao Senado atraem segundo voto recíproco: petistas e tucanos veem vantagem estratégica para Marília Campos e Aécio Neves.

Em Belo Horizonte surge o "voto Marécio": uma dobradinha informal entre Marília Campos (PT) e Aécio Neves (PSDB) para o Senado.
A articulação informal pode transferir segundos votos: petistas dizem que Aécio enfraquece nomes à direita e atrai eleitores de centro que dariam o segundo voto a Marília; tucanos acreditam que o apoio de prefeituras a Marília pode levar segundos votos para Aécio.
Campanhas afirmam que não há aliança arquitetada; assessores de Marília dizem, em reserva, que a escolha do eleitor por "Marécio" é legítima, sem sinalização formal da candidata.
Marília Campos reforça compromisso público de dobradinha com Áurea Carolina (PSol), enquanto quadros do PSDB prestigiam a possibilidade de somar votos com Aécio Neves.
O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) classificou o voto cruzado como "uma deformidade" e afirmou que deve apresentar um projeto sobre o tema.
Em 2024 o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) chegou a apresentar projeto para limitar a um voto a escolha para o Senado e depois pediu a retirada de tramitação.
Pesquisas recentes citadas na cobertura mostram empate entre Marília, Aécio, Viana e Sávio em uma sondagem e, em outra, Marília liderando com Aécio em segundo lugar.
O próximo passo é a apresentação do projeto por Reginaldo Lopes; não há data definida para a proposição.