Trabalho informal atinge 3 milhões no Estado e vira tema das Eleições 2026
Feirantes, camelôs e autônomos são 37,5% da população ocupada; prefeitos e candidatos terão de responder propostas

3 milhões de trabalhadores informais no Estado representam 37,5% da população ocupada, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
O dado torna obrigatório para todos os cargos nas Eleições 2026 apresentar propostas práticas sobre comércio de rua e ordenamento urbano.
Feirantes, autônomos de praia, artesãos e camelôs urbanos compõem esse grupo de trabalhadores informais no Estado; o conflito resume-se entre comerciantes e moradores que exigem calçadas livres e ambulantes que pedem o direito de trabalhar sem apreensões.
Na praia do Rio de Janeiro, fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) abordaram vendedores; um ambulante da Zona Sul respondeu: “Nós estamos trabalhando, ninguém vai recuar não! Nós vamos ficar, nós vamos trabalhar!”, defendendo a venda como sustento familiar condicionado ao tempo.
A Prefeitura do Rio e a SEOP sustentam que fiscalizações são necessárias para garantir o livre trânsito de pedestres, proteger a saúde e os direitos dos consumidores e combater comércio irregular.
Decretos municipais recentes preveem cassação imediata de licenças em casos comprovados de cobranças extorsivas ou preços abusivos contra moradores e turistas.
Especialistas em políticas públicas e lideranças dos ambulantes defendem soluções duradouras para o Estado e para a capital; o tema figura como nó cego na corrida eleitoral.