Trump amplia em 300 mil t. cota de carne para frear alta de preços
Proclamação de 26/8 libera importações temporárias de sobras magras para carne moída, com embarques em três parcelas mensais.

O presidente Donald Trump assinou em 26/8 proclamação que amplia em 300 mil toneladas a cota de carne bovina sujeita a tarifa menor.
As 300 mil toneladas serão distribuídas em três parcelas de 100 mil toneladas: a primeira começa em 1º de setembro, a segunda em 1º de outubro e a terceira em 31 de outubro.
A ampliação vale exclusivamente para aparas magras de carne bovina, usadas principalmente na produção de carne moída e hambúrgueres, e será administrada por ordem de chegada até o fim de cada período.
A medida visa aumentar oferta doméstica e conter preços, diante da redução do rebanho norte-americano e de restrições à entrada de gado vivo do México por causa da mosca-varejeira-do-novo-mundo.
A proclamação determina que as 300 mil toneladas sejam alocadas à categoria “outros países ou áreas”, sem alterar a cota adicional já concedida especificamente à Argentina.
O secretário de Agricultura e o representante comercial dos EUA vão monitorar se a carne importada na nova cota é vendida com desconto de 25% sobre o preço de mercado das aparas magras; se não for, deverão informar Trump, que pode eliminar o restante da cota adicional.
O Brasil pode se beneficiar: sua cota na categoria “Other Countries” caiu para cerca de 52 mil toneladas em 2026 e já se esgotou no início do ano.
"Os preços da carne bovina aumentaram de forma injustificada", declarou Trump na proclamação, citando falta de oferta a preços considerados razoáveis.
300.000 toneladas — incremento total da cota
100.000 toneladas — extensão por cada um dos três períodos de 30 dias
25% — desconto alvo que será monitorado pelos órgãos do governo