Trump assina dois decretos para reduzir preço da carne e fortalecer pecuária
Medidas incluem revisão do status de lobos, US$ 580 milhões para frigoríficos regionais e mudança na rotulagem.

Donald Trump assinou na sexta-feira (4.set.2026) dois decretos destinados ao setor pecuário dos EUA para conter os preços recordes da carne bovina no varejo.
O pacote prevê US$ 500 milhões ao programa SPUR e US$ 80 milhões para subsidiar inspeções e custos operacionais em frigoríficos menores, com objetivo direto de descentralizar o processamento dominado por poucas empresas.
Os decretos determinam revisão do status de proteção do lobo-cinzento e do lobo-mexicano pelo Departamento do Interior para facilitar autorizações de abate letal e ampliar indenizações a pecuaristas por ataques de predadores.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) fará análise sobre regras de rotulagem de país de origem, buscando exigir identificação mais clara do produto nos rótulos; hoje a identificação "produto dos EUA" é voluntária e limita-se a animais nascidos, criados e abatidos nos EUA.
O rebanho bovino norte-americano caiu ao menor nível em 75 anos por causa de secas prolongadas e incêndios florestais, reduzindo oferta e elevando os preços ao consumidor aos patamares históricos atuais.
Na semana anterior, o governo havia ampliado temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina com tarifas reduzidas para tentar frear a inflação, medida que gerou resistência de produtores locais.
US$ 500 milhões — programa SPUR, focado em pequenos frigoríficos
US$ 80 milhões — subsídios para inspeções e custos operacionais
300 mil toneladas — aumento temporário da cota de importação decidido na semana anterior
75 anos — menor tamanho do rebanho bovino dos EUA
O Departamento do Interior e o USDA são os próximos órgãos a implementar as avaliações e mudanças previstas pelos decretos.