Trump ordena maior reestruturação da NSA em uma década
Agência será reorganizada em cinco áreas — China, IA, cibersegurança, apoio militar e inteligência global — com prazo até jan/2027

A NSA passará pela maior reestruturação interna em pelo menos uma década, ordenada pelo governo Donald Trump.
A mudança cria cinco grandes áreas: China, inteligência artificial, cibersegurança, apoio a operações militares e inteligência global, cada uma com diretor próprio.
A reorganização será comandada pelo general Joshua Rudd, que assumiu a direção da NSA e o Comando Cibernético dos EUA em março.
A NSA é responsável pela espionagem eletrônica dos Estados Unidos, interceptando, processando e analisando comunicações e sinais eletrônicos no exterior e defendendo sistemas contra ataques cibernéticos.
A unidade Tailored Access Operations, especialista em penetrar sistemas e redes estrangeiras, ficará subordinada à nova área de inteligência global e receberá mais recursos.
Rudd passou mais de seis anos em funções ligadas ao Indo-Pacífico e afirmou no processo de confirmação no Senado que aumentou a atividade de adversários na região.
A NSA terá uma estrutura dedicada à inteligência artificial; esta semana a agência, o FBI e outra autoridade federal acusaram empresas chinesas de IA de usar “distillation” em escala industrial.
Em agosto, o presidente Trump assinou um memorando permitindo que empresas privadas, selecionadas pelo governo, participem de operações cibernéticas contra organizações criminosas estrangeiras.
Cronograma: novos diretores devem apresentar seus desenhos até o fim de setembro; implementação começa em outubro; meta de pleno funcionamento em janeiro de 2027.
A última grande transformação da NSA começou em 2016 e levou cerca de dois anos para ser implementada, enquanto agora o plano deve ocorrer em poucos meses.