TSE convocou X, OpenAI e Meta após IAs recomendarem candidatos
Reuniões ocorreram em 24 e 25 de agosto; plataformas dizem que revisam sistemas para corrigir falhas.

TSE se reuniu com X, OpenAI e Meta porque ferramentas de IA recomendaram e ranquearam candidatos nas eleições de 2026.
A cobrança do tribunal veio após levantamento mostrar que 7 das ferramentas testadas ordenaram candidaturas em 90% das respostas; as empresas afirmaram que já revisam salvaguardas técnicas.
As reuniões foram realizadas na 2ª feira (24.ago.2026) e na 3ª feira (25.ago.2026); a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE (AEED/TSE) havia contatado as plataformas no fim de semana anterior.
Especialistas em direito digital e inteligência artificial identificaram sistemas que, ao comparar candidatos e planos de governo, elaboravam rankings e indicavam nomes; foram analisados ChatGPT, Gemini, Meta AI, DeepSeek, Grok, Perplexity e Claude, com dados coletados em julho, durante a pré-campanha.
Levantamento do ITS em parceria com o MPF, divulgado em 3ª feira (25.ago.2026), apontou a ocorrência dos rankings; uma nova rodada de testes está em andamento.
A resolução do TSE publicada em março de 2026 proíbe IA de ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatos, partidos, campanhas, federações ou coligações, além de opiniões e indicações de preferência eleitoral.
7 — ferramentas analisadas (ChatGPT, Gemini, Meta AI, DeepSeek, Grok, Perplexity, Claude)
90% — proporção de respostas que ranqueiam, ordenam ou hierarquizam candidaturas
"As plataformas informaram ao TSE que já estão revisando as suas salvaguardas técnicas e trabalhando para corrigir as vulnerabilidades detectadas", disse o tribunal.
Representantes do ITS e do MPF também devem se reunir com as empresas para acompanhar correções; testes adicionais prosseguem.