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UE suspende importação de carnes brasileiras; bloqueio começou em 3 de setembro

Acordo Mercosul‑UE está em aplicação provisória desde maio de 2026, mas Bruxelas retirou autorizações para vários produtos em junho de 2026.

Redação POLITICA.SP12 de set. de 2026 · 08h056 acessos📲 Enviar no WhatsApp
UE suspende importação de carnes brasileiras; bloqueio começou em 3 de setembro
Reprodução: www.poder360.com.br

A União Europeia suspendeu carnes e outros produtos brasileiros a partir de 3 de setembro de 2026.

A medida convive com a aplicação provisória do acordo Mercosul–União Europeia, em vigor desde maio de 2026, porque redução de tarifas não elimina exigências sanitárias para importação.

A Comissão Europeia considerou insuficientes garantias brasileiras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal; em junho de 2026 retirou autorizações de importação para bovinos, equinos, aves, aquicultura, mel e tripas.

As regras que embasam a restrição remontam ao Regulamento 2019/6 e foram detalhadas pelo Regulamento 2023/905, que proíbem uso de antimicrobianos para estimular crescimento e substâncias reservadas ao tratamento humano.

Organizações internacionais citadas no debate incluem a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Mundial da Saúde Animal (WOAH) e a FAO, que defendem uso responsável de antimicrobianos e assistência veterinária.

O ponto técnico é comprovar práticas produtivas: testes de resíduos examinam amostras, mas controles de importação exigem registros, rastreabilidade e certificação para vincular o produto ao tratamento recebido.

O governo brasileiro afirma ter implementado e documentado mudanças, incluindo proibição de certos aditivos em abril, e questiona auditorias que, segundo seu embaixador, não foram exigidas de outros parceiros.

A Comissão Europeia nega discriminação; a divergência exige comparar documentos apresentados e justificar diferenças de tratamento à luz das regras da OMC sobre medidas sanitárias.

Setores podem ter retomadas distintas: para bovinos a UE exige garantias sobre todo o ciclo de vida; para aves e mel uma auditoria específica abriu caminho para avaliação, sem liberação automática.

O Brasil pode corrigir falhas, apresentar evidências e contestar exigências inconsistentes simultaneamente; auditorias e apresentação de documentos são os passos práticos para buscar a reautorização.