Venezuela discute saída da Opep após 60 anos
Governo venezuelano negocia com os EUA possível rompimento que daria liberdade a Washington sobre o petróleo do país

Autoridades venezuelanas discutem retirar o país da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), fundada em 1960.
A formalização da saída daria liberdade a Washington para atuar no setor petrolífero venezuelano sem compromissos com o cartel e facilitaria entrada de petroleiras internacionais.
O tema tem sido tratado em conversas com representantes do governo dos Estados Unidos, mas nenhuma definição foi anunciada; Casa Branca e Ministério da Informação da Venezuela não se manifestaram.
A Venezuela é um dos cinco países que fundaram a Opep em 1960; Juan Pablo Pérez Alfonzo é citado como figura-chave na articulação inicial do grupo.
O movimento ocorre após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro e a ascensão da presidente interina Delcy Rodríguez; Washington ampliou influência sobre o país e seus recursos naturais.
Sanções e crises internas reduziram a relevância venezuelana na Opep; em julho de 2026 a produção diária foi de 1,16 milhão de barris, menos da metade do volume de dez anos antes, embora esteja em recuperação neste ano.
Paralelamente, os Estados Unidos negociam a compra de uma fatia relevante em campos de petróleo venezuelanos, operação que já vinha sendo mencionada por outros veículos internacionais.
1960 — ano de fundação da Opep
3 de janeiro — prisão de Nicolás Maduro por forças americanas, citada na discussão política em Caracas
julho de 2026 — produção venezuelana ficou em 1,16 milhão de barris por dia
Em julho de 2026, os Emirados Árabes Unidos anunciaram desligamento imediato da Opep para explorar capacidade extra de produção, e o Iraque manifestou insatisfação em junho.
Sem estar hoje sujeito a cotas por causa da queda na produção, a Venezuela formalizaria a saída principalmente para permitir ações conjuntas com os EUA e liberar investimentos externos.
As negociações com representantes americanos seguem; não há cronograma público para uma decisão final.