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Vice da Vale acusa MPF de agir por ideologia e pede responsabilização de procuradores

Sami Arap Sobrinho falou em Brasília, no Congresso Internacional do Direito Minerário, que ações do MPF atrasam projetos e geram custos às mineradoras

Redação POLITICA.SP16 de set. de 2026 · 16h040 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Vice da Vale acusa MPF de agir por ideologia e pede responsabilização de procuradores
Reprodução: www.poder360.com.br

O vice-presidente jurídico da Vale, Sami Arap Sobrinho, afirmou nesta 4ª (16.set.2026) que o Ministério Público Federal atua por ideologia em ações contra a mineração e pediu responsabilização de procuradores em ações improcedentes.

Arap disse que processos do MPF provocam atraso na implementação de projetos, riscos financeiros e acionamentos por investidores por falta de declaração em prospectos.

No Congresso Internacional do Direito Minerário, promovido pelo Ibram em Brasília, Arap afirmou que parte das ações civis públicas e coletivas tem “torpeza”, “maldade” e “má-fé” e não se baseia em questões objetivas.

O executivo declarou que, mesmo após cumprimento de licenciamento e requisitos jurídico-regulatórios, mineradoras são surpreendidas por pedidos de liminares e por Termos de Ajustamento de Conduta que as compelirão a compensações socioambientais.

Arap também afirmou que representantes do setor enfrentam ações penais “rígidas” e chegam a ser inocentados após processos que duram até 20 anos.

No painel que media com o ministro substituto do STJ Luís Carlos Gambogi, o magistrado citou o exemplo dos EUA, em que promotores que perdem muitas ações podem ser demitidos: “Se ao final do ano ele propor 100 e perder 70, o chefe do Ministério Público vai chamar e dizer: ‘O senhor está demitido’”.

16.set.2026 — data da fala de Sami Arap Sobrinho em Brasília

20 anos — prazo máximo citado de duração de processos que resultam em inocência

100 propostas e 70 derrotas — exemplo dado por Luís Carlos Gambogi sobre punição nos EUA

Arap cobrou que procuradores sejam responsabilizados quando ações forem julgadas improcedentes, citando o ônus econômico imposto às empresas e a inexistência de punição ao MPF.

Ele mediou o painel com Gambogi durante o 2º dia do congresso do Ibram, onde expôs suas críticas às práticas do Ministério Público e defendeu mudanças na responsabilização de atos institucionais.