Windbanners invadem ruas de Jundiaí e não constam na lei
Peças ocupam rotatórias e canteiros; mobilidade prevista exige içar às 6h e baixar à noite, e a prática torna-se medidor de força política

Moradores acordaram com mastros exibindo fotos e números de urna em rotatórias, canteiros e esquinas de Jundiaí.
O windbanner não está previsto na lei; ele entrou pela brecha da “bandeira”, permitida em via pública se for móvel.
A mobilidade exigida pela norma prevê que a peça suba às seis da manhã e desça à noite; na prática a cidade amanhece e anoitece coberta.
Equipes partidárias saem de madrugada para garantir cruzamentos de maior fluxo; quem chega depois fica com a sobra.
Desde o último ciclo eleitoral, a multiplicação de mastros em Jundiaí virou régua de estrutura, caixa e campanha mobilizada.
Rotatórias e canteiros viraram palanques; a sinalização de trânsito ficou ofuscada por faces e números eleitorais.
A campanha formal dura 45 dias, enquanto muitos eleitores seguem rotina de trabalho, escola e contas sem memorizar nenhum número.
Autor e data: Caio Simão, coluna CONTEXTO, 23/08/2026.