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Zema critica 'pompa' de Lula sobre tarifaço na 25 de Março

Candidato do Novo falou na Rua 25 de Março, em São Paulo, e disse que vai negociar com os EUA pessoalmente para evitar perdas de empregos.

Redação POLITICA.SP21 de ago. de 2026 · 13h332 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Zema critica 'pompa' de Lula sobre tarifaço na 25 de Março
Reprodução: www.metropoles.com

Romeu Zema, candidato à presidência pelo Partido Novo, criticou a "pompa" de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tarifaço nesta sexta (21/8) na Rua 25 de Março, em São Paulo.

O documento que fundamentou o tarifaço em 2025 citou a 25 de Março como um dos maiores mercados de produtos falsificados do mundo, apontando falta de punições à pirataria como prejuízo a empresas americanas e barreira a investimentos.

"Nós temos um presidente aqui que fica com pompa, fala que o Brasil é soberano, enquanto milhões de brasileiros podem perder o emprego", disse Zema ao falar da relação com os EUA durante a agenda de campanha.

Zema afirmou que, se eleito, vai pessoalmente a Washington e não voltará ao Brasil até resolver o problema: "Vou lá para Washington e vou falar: 'Não volto para o Brasil enquanto a gente não resolver'".

O candidato disse que, como empresário, sempre negociou com fornecedores, indústrias, clientes e investidores, e que aplicará o mesmo método com os EUA.

No plano de governo, Zema propõe que o Brasil saia do BRICS e classificou o grupo como "clubinho da China"; ele defendeu neutralidade entre Estados Unidos e China.

Zema afirmou que quer o Brasil como membro pleno da OCDE e criticou a política externa que chamou de "anti-americana e pró-China" como causa da retaliação americana.

O candidato também prometeu acabar com as casas de aposta, alegando que as "bets" retiram dinheiro da indústria, do mercado de trabalho e do comércio da 25 de Março.

Zema criticou o sistema tributário usando a expressão "manicômio tributário" e atribuiu preços altos a juros elevados, gastança do governo federal, logística cara e leis trabalhistas complexas.

Sobre a escala 6×1, Zema evitou crítica direta e defendeu um regime de trabalho por hora, em que o empregado decide trabalhar 40, 50 ou 60 horas conforme sua necessidade.

Antes das declarações à imprensa, Zema caminhou pela 25 de Março, conversou com comerciantes e apoiadores e parou em uma lanchonete para comer pão-de-queijo.