Zurich vende 12,75% do Aeroporto de Confins à ASUR por R$ 109,5 milhões
A operação deve gerar ganho de ~17 milhões de francos suíços e tem fechamento nos próximos meses, sujeito a aprovações regulatórias.

Zurich Airport vende 12,75% do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins) à mexicana ASUR por R$ 109,5 milhões.
A transação deve resultar em ganho líquido não recorrente de aproximadamente 17 milhões de francos suíços e o fechamento ocorrerá nos próximos meses, sujeito às aprovações regulatórias.
O comprador é a ASUR (Aeroportuario del Sureste), por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún, e o anúncio foi feito na sexta-feira (21).
A Zurich ingressou no projeto como investidora minoritária indireta no BH Airport em 2013.
O Aeroporto de Confins é operado pela Concessionária do Aeroporto Internacional de Confins S.A., sob concessão de 30 anos leiloada em novembro de 2013 e contrato assinado em abril de 2014; a Infraero mantém 49% da concessionária.
Confins integra os 20 terminais que a ASUR comprou da Motiva em novembro passado em operação de R$ 11,5 bilhões que envolve a holding CPC (Companhia de Participações em Concessões).
A Anac aprovou por unanimidade, em 12 de junho, a anuência prévia para Motiva transferir o controle da CPC à subsidiária mexicana; o fechamento desse negócio ainda depende de credores, do poder concedente e de aprovações concorrenciais no exterior.
O BH Airport movimentou cerca de 13,3 milhões de passageiros em 2025 e recebeu R$ 1,4 bilhão em investimentos nos 12 anos de concessão.
Em junho de 2024 o terminal registrou 86,28% das partidas no horário, considerando 8.879 voos, com cobertura de 99,43% das operações monitoradas.
O BH Airport liga Belo Horizonte a 65 destinos domésticos regulares, alcança 26 das 27 capitais brasileiras e tem hoje nove ligações internacionais, incluindo Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago, Orlando, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este, além de operações sazonais para Bariloche e Curaçao.
Além de Confins, a Zurich administra desde fevereiro de 2024 o Aeroporto Internacional de Natal e afirma que o Brasil segue sendo mercado estratégico; a empresa acompanha oportunidades como o leilão de repactuação do Aeroporto de Brasília esperado para o final do ano e a Anac encerrou a consulta pública em 7 de agosto.