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AGU e Gilmar Mendes apertam cerco à compra de precatórios pelo Banco Master

Ação bloqueia R$ 4,7 bilhões e leva o caso ao plenário do STF para decisão de repercussão geral

Redação POLITICA.TO25 de set. de 2026 · 23h011 acesso📲 Enviar no WhatsApp
AGU e Gilmar Mendes apertam cerco à compra de precatórios pelo Banco Master
Reprodução: noticiadotocantins.com.br

AGU e o ministro Gilmar Mendes intensificaram medidas contra a compra e uso de precatórios pelo Banco Master.

A AGU obteve bloqueio de cerca de R$ 4,7 bilhões em precatórios, que serão reintegrados ao Tesouro Nacional até deliberação final; o caso foi levado ao plenário do STF para repercussão geral.

O banqueiro Daniel Vorcaro investiu cerca de R$ 14,3 bilhões na aquisição de precatórios e pré-precatórios para alavancar o Banco Master.

Investigações apontaram contatos suspeitos de Vorcaro com advogados e membros do Judiciário, incluindo tentativas de influenciar magistrados de tribunais federais e do STF.

No julgamento sobre a tese dos precatórios, Gilmar Mendes e André Mendonça votaram contra reconhecer os títulos como ativos válidos.

Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli votaram a favor do reconhecimento desses precatórios como ativos.

Gilmar Mendes levou a questão ao plenário do STF para decidir a repercussão geral, com foco nos precatórios do setor sucroalcooleiro.

O ministro da AGU, Jorge Messias, provocou mudanças no Conselho Monetário Nacional, que aprovou regras mais rígidas para comercialização de precatórios.

R$ 14,3 bilhões — valor investido por Daniel Vorcaro em precatórios e pré-precatórios

R$ 4,7 bilhões — montante bloqueado e a ser reintegrado ao Tesouro Nacional

A prática do Banco Master de comprar precatórios a preços baixos e registrá-los com valores inflacionados criou percepção falsa de solidez financeira.

A AGU espera que o bloqueio e a decisão do STF promovam maior transparência e revisão das práticas do mercado de precatórios.

O próximo passo é a decisão de repercussão geral no plenário do STF, que definirá se esses precatórios podem ser contabilizados como ativos válidos.