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Anvisa aprova regras para cosméticos artesanais no Brasil

Produtos ficam isentos de registro, mas terão requisitos sanitários, rotulagem e validade máxima de 12 meses

Redação POLITICA.TO1 de out. de 2026 · 13h010 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Anvisa aprova regras para cosméticos artesanais no Brasil
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (CC0) via Wikimedia Commons

Anvisa aprovou instrução normativa para regularizar produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes produzidos de maneira artesanal no país.

A norma aplica a isenção de registro prevista pela Lei 15.154, sancionada em julho de 2025, mas impõe regras e limites específicos para fabricação e comercialização.

O processo regulatório começou em agosto do ano passado e incluiu duas consultas públicas com participação de diversos segmentos da sociedade.

A diretoria colegiada da Anvisa aprovou a resolução que regulamenta requisitos técnico-sanitários e procedimentos simplificados para produção e comercialização artesanal.

A lista de produtos autorizados inclui artigos de perfumaria com base alcoólica; odorizantes de ambiente; produtos sólidos para banho e/ou imersão; sabonetes sólidos para o corpo; xampus e condicionadores sólidos; óleos e manteigas corporais; e desodorante axilar em barra.

A instrução define boas práticas de fabricação (BPF) simplificadas com regras básicas de higiene e controle; estabelece rotulagem obrigatória; e fixa prazo de validade máximo de até 12 meses a partir da fabricação.

A regulação permite apenas alegações simples, sensoriais ou funcionais básicas (limpeza, hidratação e perfumação), veda apelos terapêuticos e dispensa testes complexos de eficácia.

"Todo o processo, que inclui duas consultas públicas com ampla participação de diversos segmentos da sociedade, buscou alinhar a simplificação burocrática à segurança sanitária", informou a Anvisa.

Lei 15.154 — sancionada em julho de 2025, isenta de registro produtos artesanais

2 — número de consultas públicas realizadas

12 meses — validade máxima estipulada a partir da fabricação

A medida entra em vigor com a publicação da instrução normativa pela Anvisa.