Araguaína instala rede para conter tilápias no Córrego Neblina
A operação começou em 22 e visa capturar matrizes antes que avancem ao Lago Azul e comprometam a fauna reintroduzida pelo Projeto Lago Vivo.

Prefeitura de Araguaína iniciou nesta terça, 22, uma operação para conter tilápias no Córrego Neblina e impedir avanço ao Lago Azul.
A equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente instalou uma rede de contenção próxima à Avenida Tocantins e vai capturar os peixes no trecho entre a foz do Neblina e o ponto da rede, com foco em retirar matrizes e impedir reprodução.
O prefeito Wagner Rodrigues esteve no local; a presença das tilápias foi registrada em vídeo por um morador e motivou a ação imediata da gestão municipal.
O biólogo do Município, Anibal de Souza Neto, explicou que tilápias podem ter chegado por falha na reversão sexual em criatórios — hipótese de venda irregular de alevinos — ou migrado do Lago Azul rumo ao córrego.
Aníbal alertou que todas as tilápias encontradas estão em postura, o que aumenta risco de reprodução descontrolada e desequilíbrio da fauna local.
A preocupação é que a tilápia protege filhotes, remexe o fundo dos cursos d’água, compita com espécies nativas e consuma ovas, prejudicando pintado, tucunaré e piranha e o trabalho de recuperação da flora do Lago Azul.
O Projeto Lago Vivo já reintroduziu mais de 200 mil peixes nativos no Lago Azul; desde a Semana Santa foram soltos cerca de 2.000 peixes com peso entre 500 g e 12 kg.
Todas as tilápias capturadas serão levadas inicialmente a um criadouro, e os biólogos do município investigam a origem dos peixes enquanto continuam as capturas.
22 — data de início da operação
200.000 — peixes nativos reintroduzidos pelo Projeto Lago Vivo
~2.000 — peixes soltos desde a Semana Santa, entre 500 g e 12 kg
161/2019 — decreto que proíbe pesca predatória no Lago Azul
“Essas aqui a gente sabe que estão subindo do Lago Azul para cá. E todas elas estão em postura”, disse o biólogo Anibal de Souza Neto sobre as tilápias encontradas.
A próxima etapa é levar as tilápias capturadas ao criadouro e seguir com a investigação dos biólogos para identificar a origem dos alevinos e possíveis falhas na comercialização.