Brasil e México firmam parceria para desenvolver vacinas de mRNA
Acordo de agosto de 2025 une Fiocruz, BIRMEX e o Ministério da Saúde do México em pesquisa, produção e troca de tecnologia

O Brasil e o México vão desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com foco em vacinas de mRNA.
Os projetos no Brasil contam com R$ 210 milhões do Ministério da Saúde e envolvem Fiocruz, Instituto Butantan e o Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX na Cidade do México nesta terça-feira (22) para tratar da cooperação; a parceria foi firmada em agosto de 2025 entre Fiocruz, a empresa mexicana e o Ministério da Saúde do México.
A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para desenvolvimento e transferência de tecnologia.
Na Fiocruz, há uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço; a instituição também desenvolve projetos em mRNA para leishmaniose e tuberculose, e sua planta piloto tem certificação de Boas Práticas de Fabricação.
O Instituto Butantan recebeu recursos para implantar uma unidade de produção de vacinas de mRNA inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva, e a UFMG trabalha em projetos de mRNA contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral, influenza e aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.
"Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. [...] Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais", disse o ministro Alexandre Padilha sobre a transferência de tecnologia e os investimentos necessários.
O próximo passo previsto é a realização das visitas técnicas, o intercâmbio de pesquisadores e a organização de seminários para operacionalizar a transferência tecnológica entre os dois países.