Debate no Tocantins falou de hospitais e ignorou prevenção
Diretor do Hospital Dom Orione avaliou o primeiro debate entre candidatos ao governo e cobrou foco na atenção primária e na execução orçamentária

O primeiro debate entre candidatos ao Governo do Tocantins privilegiou propostas de construção e ampliação de hospitais e pouco tratou de prevenção e atenção primária.
A Lei Orçamentária Anual autorizou dotação de R$ 3,411 bilhões ao Fundo Estadual de Saúde, cerca de 17% do orçamento estadual de R$ 19,585 bilhões, o que exige discussão sobre distribuição e execução desses recursos.
Pe. Bruno Rodrigues, diretor-presidente do Hospital Dom Orione, em Araguaína, acompanhou o debate e apontou que falou-se muito sobre onde tratar a doença e pouco sobre como evitá‑la.
A legislação e a Organização Mundial da Saúde citadas na avaliação lembram que determinantes da saúde incluem alimentação, moradia, saneamento, trabalho, renda, educação e vacinação.
A Lei nº 8.080 estabelece que os municípios planejam, organizam e executam a Atenção Primária, cabendo ao Estado apoio técnico e financeiro e gestão da média e alta complexidade; o Tocantins tem 139 municípios.
O Hospital Dom Orione é privado filantrópico em Araguaína, oferece obstetrícia, neonatologia, UTI, cirurgia cardiovascular, neurocirurgia e urologia, dedica cerca de 60% de sua capacidade ao SUS e corresponde por aproximadamente 11% da assistência SUS na Macrorregião de Saúde Norte.
"A melhor política hospitalar começa antes do hospital", afirmou Pe. Bruno Rodrigues ao avaliar o foco do debate.
R$ 3,411 bilhões — dotação ao Fundo Estadual de Saúde
R$ 19,585 bilhões — orçamento estadual total
139 — municípios do Tocantins
60% — capacidade do Dom Orione dedicada ao SUS
11% — participação do Dom Orione na Macrorregião Norte