Governo pode deixar R$ 1,459 bilhão a mais de dívida consolidada
PLDO projeta dívida consolidada de R$ 6,222 bi para 2027; LOA precisa ser enviada até 30 de novembro e aprovada ainda este ano.

O governo prevê no PLDO uma dívida consolidada de R$ 6,222 bilhões em 2027, R$ 1,459 bilhão acima dos R$ 4,792 bilhões de dezembro passado.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) precisa ser encaminhada até 30 de novembro e aprovada ainda este ano, o que torna o prazo exíguo para ajustar cifras e receitas.
O Executivo protocolou o PLDO na semana passada, mas o projeto não foi publicado pela Assembleia e ainda não tramita; ele passa apenas pela Comissão de Finanças, presidida pelo deputado Olintho Neto (MDB).
Olintho Neto afirmou ontem que o PLDO deve ser apreciado logo após a eleição, já na próxima semana com o novo governador eleito; o projeto não precisa passar pela CCJ.
O valor projetado para 2027 é R$ 751 milhões maior que os R$ 5,471 bilhões da dívida consolidada de agosto/2026, sem indicação de novos empréstimos ou dívidas.
Há especulações sobre as causas: pagamento de DEAs, despesas de exercícios anteriores somadas à consolidação de empréstimos e aumento do custeio.
Na Dívida Consolidada Líquida (DCL) o PLDO projeta R$ 4,222 bilhões para 2027, o que corresponde a 25,1% da Receita Corrente Líquida prevista de R$ 16,815 bilhões.
O Estado fechou 2025 com DCL de R$ 2,520 bilhões (16,1% da RCL) e registrou R$ 2,851 bilhões na DCL até o segundo quadrimestre de 2026 (17,5% da RCL); a relação Dívida/Receita cresce nove pontos percentuais em dois anos, um aumento de 55%.
A Receita Corrente Líquida prevista sobe apenas 3,5% no período do PLDO, de R$ 16,238 bilhões (dezembro/2025) para R$ 16,815 bilhões (PLDO/2027).