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Governo tem espaço fiscal apertado para segurar alta dos combustíveis

Economistas alertam que esgotamento de opções e preço do diesel nos EUA acima de US$ 6,50 aumentam risco de repasses e impacto fiscal.

Redação POLITICA.TO4 de out. de 2026 · 14h313 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Governo tem espaço fiscal apertado para segurar alta dos combustíveis
Reprodução: portalgurupi.com.br

O governo vê o espaço fiscal para subsidiar combustíveis se esgotar diante da alta do petróleo.

O diesel acima de US$ 6,50 nos Estados Unidos e o bloqueio da Rússia ampliam o risco de repasses que pressionariam as contas públicas.

Rai Chicoli, estrategista‑chefe da Monte Bravo, diz que o governo "já fez tudo o que podia" e que pode gastar mais para manter preços do que arrecadar por causa do petróleo mais alto.

Marianna Costa, economista‑chefe da Mirae Asset no Brasil, alerta que a dependência de diesel importado dos EUA torna o país vulnerável e que a alta pode elevar custos de frete e bens industriais.

Stephan Kautz, economista‑chefe da EQI Investimentos, afirma que um embargo dos EUA às exportações de diesel agravaria preços globais e pressionaria a inflação no Brasil, citando também o El Niño e a reversão de fatores temporários como riscos à inflação.

Chicoli acrescenta que, se o governo não amortecer a alta do diesel, o ajuste pode ocorrer pela queda da demanda e reduzir a atividade de transporte; ele lembra que para alguns caminhoneiros o trabalho pode se tornar inviável.

US$ 6,50 — nível do preço do diesel nos Estados Unidos mencionado como referência de pressão externa

"Parece que o governo já fez tudo o que podia fazer", disse Rai Chicoli, resumindo a exaustão das alternativas fiscais.

A discussão sobre uma nova rodada de subsídios e seu custo fiscal permanece em debate entre analistas e formuladores de política.