Iges-DF cumpriu metas do 1º quadrimestre, mas relatório revela fragilidades
Prestação de contas foi apresentada à Comissão de Saúde da CLDF nesta segunda (28); Iges pede recomposição financeira.

Iges-DF informou cumprimento de 100% das metas de gestão no primeiro quadrimestre de 2026.
O relatório mostra necessidade de recomposição financeira: o Fator K fechou em 1,92, abaixo da faixa contratual entre 2,26 e 2,5.
Representantes do instituto compareceram à Câmara Legislativa nesta segunda-feira (28) para prestar contas à Comissão de Saúde, presidida pela deputada Dayse Amarilio (PSB), com participação do MPDFT e do Conselho de Saúde.
A diretora-presidente Eliane Souza de Abreu apresentou dados sobre metas de gestão, uso de emendas parlamentares, logística de insumos e disse que o Executivo fez “esforço hercúleo” para viabilizar entregas.
Eliane afirmou que a revisão da estrutura organizacional gerou economia superior a R$ 200 mil por mês e que 530 profissionais de saúde foram realocados para UPAs.
O instituto informou captação de R$ 17 milhões em 23 convênios com o Ministério da Saúde para equipamentos do Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e UPAs.
Foram anunciadas aquisições de aparelhos de anestesia, mesas cirúrgicas, equipamentos de imagem e monitores multiparamétricos, e avanço na migração de contratos para atas de registro de preços, com 64% de execução.
A deputada Dayse Amarilio criticou discrepância entre os números e o atendimento “na ponta”, citou relatos de dificuldade de acesso, falta de medicamentos como dipirona, escassez de profissionais e violência contra trabalhadores de saúde.
O promotor de Justiça Jairo Bisol questionou a ausência do secretário de Saúde na audiência e criticou o modelo de gestão dividida entre Secretaria e Iges-DF.
O presidente do Conselho de Saúde, Domingos de Brito Filho, afirmou que os índices do relatório não correspondem às demandas levadas ao conselho.
O relatório também registrou manutenção dos limites de rotatividade de pessoal e avanços em gestão de riscos, com elaboração da Política de Gestão de Crises e revisão de protocolos assistenciais.
100% — metas de gestão cumpridas pelo Iges-DF no período
1,92 — Fator K, abaixo da faixa contratual de 2,26–2,5
R$ 200 mil/mês — economia com revisão da estrutura organizacional
530 — profissionais realocados para UPAs
R$ 17 milhões — recursos captados em 23 convênios com o Ministério da Saúde
64% — execução da migração de contratos para atas de registro de preços
“Vai demorar a arrumar a saúde de Brasília porque ela não foi prioridade”, afirmou a deputada Dayse Amarilio durante a audiência.
O próximo passo é o acompanhamento das medidas anunciadas pelo Iges-DF e a cobrança pela presença do secretário de Saúde em audiência futura.