Palmas lança mapeamento participativo de ribeirinhos e pescadores artesanais
Formulário foi apresentado em 18 de agosto e está disponível online; objetivo é mapear perfil, territórios e necessidades

Palmas lançou nesta sexta, 18, o Mapeamento Participativo dos Povos e Comunidades Tradicionais Ribeirinhas e Pescadores Artesanais.
Com os dados, a prefeitura pretende construir um diagnóstico preciso e estabelecer diálogo permanente com essas comunidades, segundo a secretaria responsável.
A apresentação do formulário ocorreu na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), com líderes de associações e colônias de pesca presentes.
A ação é da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), em parceria com o Instituto Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Tocantins, a Rede de Povos e Comunidades Tradicionais, a Colônia de Pescadores Z10 de Palmas e a Associação dos Pescadores Profissionais do Estado do Tocantins (Appet).
Podem responder pessoas que se reconheçam como ribeirinhas e/ou pescadoras artesanais, inclusive quem mantenha vínculos culturais, sociais, econômicos ou territoriais com os rios de Palmas.
O formulário já está disponível on-line para preenchimento pela população.
Joelson Soares, secretário da Seirdh, disse que o mapeamento permitirá identificar quem são essas pessoas, onde estão, seus modos de vida e necessidades.
João Bosco Campos, coordenador da Rede de PCTs, afirmou que Palmas tem oito segmentos de povos e comunidades tradicionais e que o mapeamento tira esses grupos da invisibilidade.
Thalyta Gomes de Sousa, advogada e ativista da pesca artesanal, ressaltou a necessidade de articulação entre esferas do poder público para transformar dados em medidas efetivas.
José Wilson Pereira, pescador, destacou a importância da participação das próprias comunidades e do diálogo com outros órgãos públicos.
18 de agosto — data do lançamento
oito segmentos — número de povos e comunidades tradicionais citados em Palmas