Pentágono cria “Comando de Guerra Autônoma” para IA e drones
Anúncio foi feito por Pete Hegseth em 30 de setembro, em Quantico; comando terá um comandante de quatro estrelas

O secretário de Defesa Pete Hegseth anunciou em 30 de setembro a criação do “Comando de Guerra Autônoma” para desenvolver recursos autônomos e robóticos.
O comando será liderado por um oficial de quatro estrelas e deve concentrar sistemas baseados em inteligência artificial e drones, mais baratos que plataformas convencionais.
Hegseth falou em Quantico, Virgínia, no discurso intitulado “Estado das Forças” e disse: “O ritmo da guerra está mudando mais rápido do que o processo para apoiá‑la”.
Ele também anunciou a criação de um escritório de assuntos religiosos como parte de outras mudanças nas Forças Armadas.
Atualmente, os EUA têm 11 comandos de combate; o último comando criado foi o Comando Espacial, em 2019.
Hegseth afirmou que “Hoje precisamos tanto de qualidade quanto de quantidade” ao justificar a migração para sistemas autônomos e baseados em IA.
Especialistas citados mencionam riscos do desenvolvimento descontrolado de IA e rivalidades tecnológicas entre China e EUA, que podem afetar a segurança global.
A guerra na Ucrânia ilustra a mudança tecnológica: drones passaram a ser centrais no conflito, com estimativa de que sejam responsáveis por cerca de 70% das baixas russas.
O Pentágono já criou iniciativas anteriores, como a força‑tarefa Interagências Conjunta 401, voltada ao combate a drones.