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Rio entra em programa global Distritos Lixo Zero

Cidade é uma das sete pilotas e tem metas de desvio de resíduos para 2030 e 2040 antes da COP31

Redação POLITICA.TO27 de set. de 2026 · 17h015 acessos📲 Enviar no WhatsApp

O Rio de Janeiro foi escolhido entre sete cidades-piloto do programa Distritos Lixo Zero para gestão de resíduos e redução de metano.

As propostas devem desviar pelo menos 70% dos resíduos dos aterros até 2030 e 90% até 2040, com modelos prontos antes da 31ª Conferência do Clima (COP31), em novembro, em Antalya.

Fazem parte da iniciativa as cidades George Town, Penang e Kuala Lumpur (Malásia); Santiago e Patagônia (Chile); Kisumu (Quênia) e a capital fluminense; o anúncio ocorreu em Nova York, na quinta-feira (24), durante a Semana do Clima.

O programa é da Fundação Zero Desperdício com apoio da rede Global Methane Hub (GMH); o objetivo é construir governança, mensuração e financiamento para gestão de resíduos, especialmente orgânicos, em distritos (bairros).

O Rio lidera o ranking brasileiro de emissões de gases do efeito estufa no setor de resíduos, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima.

O Centro de Tratamento de Resíduos da Comlurb (CTR-Rio), em Seropédica, iniciou monitoramento mensal por satélite em 2023; em 2025 incorporou quase 500 poços à captação de biogás, aumentando em 7,35% o aproveitamento do metano em relação a 2024.

"Os Distritos Lixo Zero oferecem às cidades uma maneira prática de proporcionar esses benefícios à saúde", afirmou Marcelo Mena, diretor executivo do GMH, destacando geração de empregos e recuperação de recursos.

Os modelos serão testados, avaliados e compartilhados para adoção por bairros de outras cidades; o prazo prático é ter propostas operacionais antes da COP31.