SUS destina R$ 3,9 bilhões para comprar diretamente 23 medicamentos oncológicos
Mudança prevê inclusão de betadinutuximabe e gefitinibe, beneficiando mais de 110 mil pacientes e começando piloto em outubro

O Ministério da Saúde reservou R$ 3,9 bilhões do Orçamento de 2027 para comprar diretamente medicamentos de alto custo para câncer no SUS.
A medida deve disponibilizar ao menos 23 novos medicamentos e beneficiar mais de 110 mil pacientes; parte do orçamento precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
O ministério vai substituir o ressarcimento às secretarias estaduais pela compra centralizada de remédios de alto custo, para viabilizar contratos que estados e hospitais não vinham celebrando.
Entre as drogas incluídas está o betadinutuximabe, para neuroblastoma, aprovada para o SUS em novembro do ano passado, e o gefitinibe, previsto para câncer de pulmão desde 2013.
A nova política cria um sistema de autorização prévia para medicamentos de alto custo, com prazos de resposta entre 5 e 20 dias úteis e 24 horas em casos emergenciais.
Um piloto do sistema começa em outubro em oito estados e no Distrito Federal.
Helena Esteves, gerente de Advocacy no Oncoguia, declarou que a organização está apreensiva pela necessidade imediata e pela falta de entrega concreta das promessas.
Adriano Massuda, secretário-executivo do Ministério da Saúde, disse que a AF-Onco integra mudanças que incluem ampliação de diagnóstico e compra de equipamentos, e que a medida busca controlar oferta e uso dos medicamentos.
A Fehosp classificou a AF-Onco como uma das mudanças mais significativas na assistência oncológica do SUS, mas alertou para a necessidade de investimentos adicionais para adaptação dos hospitais.
R$ 3,9 bilhões — valor reservado no Orçamento de 2027 para a nova política
23 medicamentos — mínimo previsto para serem disponibilizados
110 mil pacientes — expectativa de beneficiados
5–20 dias úteis / 24 horas — prazos de resposta para autorização
outubro — início do piloto em oito estados + Distrito Federal
O próximo passo é a votação do Orçamento de 2027 no Congresso Nacional e a implementação do piloto em outubro.