Autor classifica Brasil de "esquizofrênico" por desigualdade, impostos e corrupção
Carlos Roberto Schwartsmann reúne dados — desde estatística do IBGE até recibo de supermercado — para sustentar a afirmação

Carlos Roberto Schwartsmann afirma que o Brasil vive um quadro "esquizofrênico" devido à desigualdade, aos impostos e à corrupção.
O IBGE registra que 1% da população detém 63% da riqueza patrimonial nacional.
O ex-presidente dos EUA Bill Clinton, em visita ao Brasil em 1997, disse que a desigualdade social foi o que mais o impressionou.
Margareth Thatcher afirmou em 1980: "Não existe dinheiro público. Existe o dinheiro dos pagadores de impostos."
Schwartsmann relatou uma compra no supermercado: gasto total de R$ 171,70, desconto de R$ 36,50 e pagamento final de R$ 135,20; tributos federais R$ 33,50 e estaduais R$ 21,68, totalizando R$ 55,18 — mais de um terço do gasto.
O texto cita três grandes desvios: R$ 8,3 bilhões no escândalo do INSS, R$ 68 bilhões desaparecidos no banco Master e R$ 88 bilhões na operação Lava Jato.
"O mais impressionante é a nossa capacidade jurídica de absolver todos envolvidos. Ninguém foi preso!", escreveu Schwartsmann, que é médico e professor universitário.
No índice mundial de corrupção (IPC), o Brasil ocupa a 107ª posição entre 182 países avaliados.