Brasil e Canadá ampliam diálogo técnico sobre minerais críticos
Encontro na ANM em 8/9 tratou de inovação, governança, comunidades indígenas e cooperação antes de um MoU formal

Brasil e Canadá ampliaram nesta terça (8/9), na sede da Agência Nacional de Mineração, o diálogo sobre minerais críticos e estratégicos.
O encontro buscou oportunidades concretas de cooperação bilateral que poderão ser desenvolvidas após a formalização do Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia e o governo canadense.
Participaram representantes da ANM, do Natural Resources Canada (NRCan) e da Embaixada do Canadá; o diretor-geral da ANM é Mauro Sousa; o diretor adjunto do NRCan para América Latina em Mineração é Tomas Lopez Cabanillas.
Tomas Lopez Cabanillas afirmou que "o Brasil figura entre os cinco países prioritários do Canadá na América Latina e Caribe" para o setor mineral, citando Chile, Peru, México e Argentina.
A reunião debateu inovação, capacitação técnica, aperfeiçoamento regulatório, governança, segurança e padrões ambientais, além de trocar experiências sobre mineração e comunidades indígenas.
Foi tratado o impacto potencial do Projeto de Lei nº 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sobre competências da ANM e processos regulatórios.
Os canadenses relataram atividades conjuntas ao longo de 2026, incluindo capacitações presenciais e virtuais, e destacaram cerca de 500 acordos de benefícios econômicos entre empresas e comunidades indígenas no Canadá.
A agenda técnica citou interesse da Superintendência de Economia Mineral e Geoinformação pela experiência de Quebec em divisão por quadrículas e da Superintendência de Outorga por benchmarking regulatório.
Como desdobramentos, propuseram um webinar técnico para aprofundar intercâmbio e a Embaixada do Canadá apresentou um Fórum de Inovação previsto para o próximo ano.
ANM e representantes do Canadá reafirmaram interesse em ampliar cooperação em capacitação, inovação e boas práticas regulatórias, mantendo diálogo para identificar novas ações conjuntas.