Durigan: juros do crédito, inclusive de fintechs, são “absurdos e abusivos”
O ministro Dario Durigan avaliou o custo do crédito e jornadas longas como temas que o governo ainda precisa enfrentar.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista na rádio Metrópole da Bahia que os juros cobrados no crédito, inclusive pelas fintechs e nos cartões, são “absurdos e abusivos” e precisam ser tratados.
Durigan disse que o custo do crédito e as jornadas longas de trabalho são temas que ainda precisam ser enfrentados, mesmo após avanços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durigan falou hoje na Metrópole da Bahia; citou como avanços o Brasil ter saído do mapa da fome, a redução da pobreza e a geração de vagas de trabalho.
Ele afirmou que o governo gerou mais de 5 milhões de novos postos de trabalho com carteira, dos quais 85% são egressos do Bolsa Família, e que 10 milhões de empregos foram gerados se considerados também os informais.
Durigan declarou ser contra as bets, alinhado ao posicionamento do presidente Lula, e pediu construir um caminho de rigor sem incentivar o mercado ilegal de apostas.
Ele criticou a desregulamentação promovida por governos anteriores e afirmou que o país enfrenta dificuldades com o crime organizado, ligadas ao mercado ilegal de apostas.
Mais de 5 milhões — novos postos de trabalho com carteira, afirmou Durigan
85% — parcela desses postos ocupada por egressos do Bolsa Família
10 milhões — total de empregos gerados, incluindo informais
"Em bets, precisamos construir caminho de rigor sem incentivar mercado ilegal", disse Durigan na entrevista.
Não houve anúncio de medida específica para taxas de juros ou prazo para mudanças.