Frequentadores reclamam de goteiras, pintura descascada e banheiros ruins no Mercado Público
Prefeitura diz haver obras em execução com contrato de R$944 mil desde 5 de outubro e previsão de conclusão em maio de 2027

Frequentadores apontam goteiras na praça de alimentação, pintura descascada, banheiros com portas e torneiras quebradas e coberturas improvisadas por plásticos no Mercado Público de Porto Alegre.
A Prefeitura declarou que um contrato de R$944 mil, com recursos do Iphan, está em execução desde 5 de outubro e tem conclusão prevista para maio de 2027.
Visitantes e comerciantes citaram ainda boxes vazios, áreas com pouca iluminação e lojas com coberturas internas de difícil acesso para limpeza; a aposentada Áurea de Bem, 93 anos, pediu reparos na pintura e no telhado.
A vendedora Andréia Soares, 56 anos, reconheceu os impactos da enchente de 2024 e pediu melhorias nos banheiros para atrair público.
O contrato em execução inclui limpeza, pintura, recuperação dos gradis do mezanino e das escadas dos quatro quadrantes, reparos nas calhas e correção de infiltrações que causam goteiras.
Outras obras previstas abrangem reforma de salas administrativas, banheiros e dos telhados internos de lojas e bancas; a prefeitura relata inspeções diárias de manutenção para reparar depredações.
A Associação dos Permissionários, representada pelo presidente Jéfferson Calvi Sauer, afirma que o prédio tem 157 anos, passou por incêndio e enchente, e que “a pintura está sendo executada e temos várias outras melhorias encaminhadas”.
A prefeitura informa que, desde a enchente de 2024, foram investidos cerca de R$3,5 milhões no patrimônio histórico por meio do Funpat, com medidas como contratação de brigadistas, intervenções em elevadores, escadas rolantes e no sistema elétrico do térreo.
R$944.000 — valor do contrato com recursos do Iphan, em execução desde 5 de outubro
maio de 2027 — prazo previsto para conclusão das obras do contrato
R$3,5 milhões — investimentos desde a enchente de 2024 via Funpat
R$200.000 — lance pago pelo Grupo Press na outorga da maior loja, não reembolsável
O Grupo Press venceu leilão em 2024 com lance de R$200 mil, iniciou obras, pediu devolução amigável do imóvel e justificou problemas estruturais; a prefeitura contestou a justificativa e afirmou que a empresa dispensou vistoria prévia.
Nos últimos meses, duas bancas encerraram atividades por inadimplência — uma ainda com irregularidade documental — e uma terceira está fechada por dívida, em tentativa de reversão pelos responsáveis.
Pela legislação municipal, permissionários são responsáveis pela manutenção das lojas, contas de água e energia e pela outorga; a prefeitura diz buscar acordos e parcelamentos antes de medidas que removam permissões de uso.