Kassab cochila durante debate da Band; cena viraliza e ofusca Caiado
O presidente do PSD dormiu várias vezes no debate de domingo (23); Caiado, Renan Santos e Augusto Cury participaram ao vivo.

Gilberto Kassab cochilou durante o debate presidencial da TV Bandeirantes na noite de domingo (23).
As imagens de Kassab dormindo mais de uma vez ao longo da hora e meia de transmissão viralizaram nas redes sociais e desviaram atenção da participação de Ronaldo Caiado.
Participaram do debate Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante); não compareceram Lula (PT), Flávio (PL) e Romeu Zema (Novo).
Cury quase não entrou no debate, chegou a ensaiar faltar na porta da emissora, mas recuou e participou.
Caiado usou a maior parte do tempo para exaltar sua gestão em Goiás: “desde que a gente tenha autoridade moral, a gente pode fazer”, e afirmou que o estado tem “os melhores colégios estaduais do Brasil”.
Caiado acusou Lula e Flávio de “virarem as costas” para a população e disse que “o primeiro tem o Dark Horse, e o Lula tem o Dark Lobby, que é a Roberta e o Lulinha”.
Na segurança pública, Caiado defendeu uso de inteligência artificial, batalhões “bem treinados” e integração das forças, e criticou a PEC que unifica o sistema de segurança, afirmando que não vai “tirar a autoridade” dos governadores.
Caiado citou domínio territorial do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) em regiões como a Amazônia.
Na economia, Caiado prometeu dar “um choque de credibilidade” para conter despesas, reduzir juros e buscar inflação em torno de “3% ou 4%”.
Renan Santos, primeiro sorteado pelos jornalistas, atacou os púlpitos vazios de Lula e Flávio, xingou Lula de “aquele bêbado” e “safado”, e disse que declararia estado de defesa e decretaria Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em áreas dominadas pelo crime organizado.
Renan também se declarou contra a redução da jornada 6×1.
Augusto Cury criticou a ausência de Lula e citou que “95% dos nossos jovens não aprendem matemática quando terminam o ensino médio”; também atacou tarifas do governo Trump e defendeu fortalecer terras raras, agronegócio e energias renováveis para o Brasil, além de se propor a “pacificar” a relação com os EUA.