Lula trocou dura crítica aos bancos (março/2002) por reconhecimento em 2006
Em março de 2002 jornalizou “lucros extraordinários”; em julho de 2006 disse preferir bancos lucrativos a um socorro como o Proer.

Lula mudou o discurso sobre os bancos entre março de 2002 e julho de 2006.
A virada se traduziu na defesa de bancos lucrativos em vez de programas de socorro como o Proer, segundo declaração de julho de 2006.
Em março de 2002 Lula escreveu que eram “inacreditáveis os extraordinários lucros dos bancos”.
Oito dias depois, em março de 2002, Lula voltou a afirmar a “lucratividade absurda dos bancos”.
Lula foi eleito presidente poucos meses após as declarações de março de 2002.
Em julho de 2006, já candidato à reeleição, Lula declarou: “Banqueiro não tinha por que estar contra o governo, porque os bancos ganharam dinheiro”.
Ricardo Berzoini, então deputado federal e depois presidente nacional do PT, comentou o lucro dos bancos em 2001 afirmando que “o lucro recorde dos bancos destoa da realidade da economia nacional” e atribuiu esse resultado ao governo de Fernando Henrique Cardoso.
Os números do Banco Itaú são mencionados como parte da demonstração dessa mudança de cenário.