Ministro da Fazenda prepara novo 'maior imposto de consumo do mundo'
Governo deve aumentar tributos sobre cigarro, bebidas, refrigerante, carros, aviões e lanchas enquanto dívida pública e juros sobem.

Ministro da Fazenda prepara aumento de impostos sobre fumar, cerveja, cachaça, refrigerante, ter carro e comprar avião ou lancha — anunciado como o maior imposto de consumo do mundo.
O Banco Central informou que a dívida pública, pelos padrões do FMI, está em 95,2% do PIB e que foram pagos R$ 1,2 trilhão em juros nos últimos 12 meses, equivalente a duas Petrobras.
A proposta de tributos mira consumo e bens de alto valor; a medida deve elevar a arrecadação e o custo do consumo no país.
O governo já aumenta a oferta de papéis ao mercado, o que exige pagamento de altos juros e puxa para cima o custo do crédito para pessoas físicas e jurídicas.
Dados sobre endividamento doméstico mostram renda familiar comprometida em 30% para pagar dívida e juros; 80% da população está endividada; 84 milhões de CPFs aparecem negativados no Serasa.
Lula, reeleito, disse “nós vamos mudar o jeito de governar este país”; a frase tem gerado interpretações sobre maior participação popular e possível descolamento do Congresso, que o presidente tem em minoria.
A lembrança histórica cita Jânio Quadros, Fernando Collor e Dilma Rousseff como exemplos de presidentes que romperam com o Congresso e terminaram mal; essa incerteza ajudou a bolsa acionar circuit breaker e a busca de proteção no dólar e no ouro.
95,2% do PIB — dívida pública pelos padrões do FMI
R$ 1,2 trilhão — juros pagos em 12 meses (equivalente a duas Petrobras)
30% — renda familiar comprometida com dívida e juros
80% — parcela da população endividada
84 milhões — CPFs negativados no Serasa