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MP Eleitoral impugna 974 registros de candidatura para as Eleições 2026

Maioria das contestações mira deputados estaduais e federais; São Paulo concentra 557 casos

Redação POLITICA.NEWS27 de ago. de 2026 · 09h052 acessos📲 Enviar no WhatsApp
MP Eleitoral impugna 974 registros de candidatura para as Eleições 2026
Reprodução: www.mpf.mp.br

MP Eleitoral contestou 974 pedidos de registro de candidatura até esta quarta-feira (26).

A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu a impugnação da candidatura presidencial de Pablo Marçal; o TSE suspendeu liminarmente seu acesso a recursos públicos e à propaganda gratuita.

Mais de 70% das impugnações miram candidatos a deputado estadual e federal; São Paulo lidera com 557 casos, mais da metade do total.

O MP apontou condenações criminais, improbidade administrativa, abuso de poder político e econômico, envolvimento com organizações criminosas, falta de filiação e irregularidades na quitação eleitoral.

Houve impugnações por contas rejeitadas e por não cumprimento de prazo de afastamento de cargos; 22 no Acre, 20 em Goiás, 19 no Paraná e 17 no Amapá.

Também foram registradas impugnações no Rio de Janeiro (15), Espírito Santo (13), Rio Grande do Sul (13), Roraima (12), Tocantins (12), Mato Grosso do Sul (10) e Pernambuco (10), entre outros estados.

O MP apresentou ações para barrar candidaturas de governadores e vices em seis estados e no Distrito Federal, incluindo José Roberto Arruda no DF e Anthony Garotinho no Rio de Janeiro.

Com base em decisões do TSE, o órgão pediu o afastamento de candidatos por ligação com organizações criminosas; no Rio foram sete impugnações com esse argumento, e duas em São Paulo.

Em quatro ações penais na Bahia, o MP aponta que Binho Galinha lidera uma organização criminosa; ele está preso e condenado a 36 anos por crimes relacionados a armas.

O MP contestou 13 Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários (Drap) em seis estados, sobretudo por descumprimento da cota de gênero e problemas nas prestações de contas.

No Acre, a Justiça indeferiu a chapa do Agir para deputado estadual por descumprir o mínimo de 30% de mulheres; no DF o Drap do Missão também foi questionado por cota de gênero.

Em Minas Gerais, o Drap do Democracia Cristã para deputado federal foi impugnado por descumprimento da cota de gênero.

Após receber os pedidos de registro, a Justiça Eleitoral verifica dados e publica edital no Diário da Justiça Eletrônico (DJe); cabe à Justiça decidir sobre as impugnações e a validade das candidaturas.