Justiça

MPF encerra Grupo de Trabalho sobre presos estrangeiros em 7 de agosto de 2025

Portaria nº 10/2025 da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão põe fim ao GT criado em 2022 para orientar atuação sobre custódia de não nacionais

PRedação Política.NEWS16 de set. de 2026, 18h04· 12 acessos
MPF encerra Grupo de Trabalho sobre presos estrangeiros em 7 de agosto de 2025
EPTrilhas (CC BY 4.0) via Wikimedia Commons

O Grupo de Trabalho Pessoas Não Nacionais Privadas de Liberdade foi encerrado pela Portaria nº 10/2025/7ª CCR/MPF em 7 de agosto de 2025.

O GT tinha a diretriz de propor à Câmara iniciativas sobre prisão de estrangeiros, elaborar roteiros e enunciados para orientar membros do Ministério Público Federal e identificar temas prioritários para atuação.

A criação do GT partiu da premissa de que a República Federativa do Brasil adota a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais (art. 4º, II, da Constituição) e deve garantir o devido processo legal a todas as pessoas sujeitas à jurisdição criminal, independentemente da nacionalidade.

O trabalho do GT considerou as Regras Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento de Presos (Regras de Mandela), especialmente a Regra 62 sobre comunicação com representantes diplomáticos, e as Regras de Bangkok, que garantem acesso consular a mulheres migrantes no sistema penitenciário (Regra 2).

A Convenção de Viena sobre Relações Consulares (artigo 36), promulgada pelo Decreto Legislativo nº 6/1967 e pelo Decreto nº 61.078 de 26 de julho de 1967, obriga autoridades a comunicar a repartição consular quando um estrangeiro for preso.

A Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal) assegura ao condenado todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei, sem distinção de natureza racial, social, religiosa ou política.

O GT foi instituído inicialmente pela Portaria nº 08/2022/7ªCCR/MPF em 17 de novembro de 2022; houve alterações de composição nas portarias nº 1/2024 (18 de março de 2024), nº 10/2024 (18 de junho de 2024), nº 14/2024 (25 de setembro de 2024) e nº 25/2024 (25 de novembro de 2024).

O MPF realizou o Seminário Presos Estrangeiros: Perspectivas e Desafios nos dias 19 e 20 de outubro de 2023, no Rio de Janeiro, quando foi elaborada a Carta do Rio de Janeiro com 13 propostas. Em 16 de janeiro de 2024 o MPF encaminhou um documento com propostas sobre custódia de estrangeiros ao presidente do Copen e ao secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco.

13 — propostas contidas na Carta do Rio de Janeiro

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