MPF monitora projetos de reparação da Braskem em Maceió
Visitas trimestrais avaliaram resultados, desafios e ajustes necessários para continuidade das ações do Programa Nosso Chão, Nossa História
O Ministério Público Federal acompanhou visitas de monitoramento aos projetos do Programa Nosso Chão, Nossa História em Maceió.
As informações do monitoramento devem orientar aperfeiçoamentos e maior articulação entre parceiros para dar continuidade às ações.
As procuradoras da República Roberta Bomfim, Julia Cadete e Juliana Câmara visitaram projetos nas áreas de memória, cultura, saúde mental, geração de renda, inclusão social e fortalecimento comunitário.
As visitas apresentaram os projetos “Territórios da Memória” (Associação Teatral Joana Gajuru), “Solo Caeté” (Mídia Caeté), “Transbordar entre fios e afetos” (Instituto Jarede Viana), “Saúde Mental, Nossa Prioridade” (Vertex/Ufal), “Nosso Chão, Nossa História – Geração de Renda e Empreendedorismo” (Impact Hub) e “Cuidando da Vida, Resgatando Alegria” (Associação Comunitária da Criança e do Adolescente de Chã de Bebedouro).
No Instituto Jarede Viana, a primeira etapa do “Transbordar entre fios e afetos” atendeu 313 pessoas em oito grupos no Flexal, Bom Parto, Santo Amaro, Escola Professor Guedes de Miranda e um grupo de marisqueiras.
O projeto de geração de renda, executado pelo Impact Hub, formou duas turmas com 100 pessoas beneficiadas; uma nova turma deverá ser lançada.
No campo da cultura, “Territórios da Memória” busca fortalecer práticas culturais e preservar identidade comunitária dos bairros atingidos.
O projeto “Solo Caeté” prevê produção de podcasts, revista, site, capacitação de jovens e implantação de estúdio comunitário; foram discutidos ajustes para garantir precisão e respeito aos envolvidos.
A pesquisa “Saúde Mental, Nossa Prioridade”, coordenada por Cícera da Silva (Ufal), combina abordagens quantitativas, qualitativas e interseccionais e criou um núcleo de pesquisa sobre desastres.
Foram apontados desafios: necessidade de continuidade das ações, lacunas na assistência psicossocial, dificuldade de localizar pessoas realocadas e coincidência de beneficiários entre projetos.
“Esses profissionais conhecem de perto a realidade das comunidades. Ao cuidarem de outras pessoas, também encontram caminhos para elaborar suas experiências e reconstruir vínculos com o território”, disse a procuradora Roberta Bomfim durante as visitas.
As apresentações são realizadas trimestralmente e conduzidas pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), com participação do Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais, formado por representantes da sociedade civil e de órgãos públicos.
O próximo passo é usar os achados do monitoramento para aperfeiçoar iniciativas, ajustar metodologias e ampliar a articulação entre parceiros para melhorar a reparação.