MPF ouve comunidades na 9ª edição do Vozes da Mundaú, em Maceió
Moradores apresentaram demandas sobre memória, cultura, manutenção de espaços e comércio local; MPF vai orientar gestão de materiais culturais

O MPF realizou nesta quarta-feira (2) a nona edição do projeto Vozes da Mundaú em Maceió, com atendimento a pessoas e comunidades atingidas pelo desastre da mineração da Braskem.
Como encaminhamento imediato, o MPF vai preparar uma orientação geral sobre a gestão dos equipamentos e materiais entregues a grupos culturais pelo Programa de Ações Socioambientais (PAS).
As procuradoras da República Julia Cadete, Juliana Câmara e Roberta Bomfim receberam demandas sobre preservação da memória e manifestações culturais, conservação de espaços comunitários, acesso a serviços públicos e criação de oportunidades para empreendedoras das áreas afetadas.
Representantes do coco de roda Pisa na Fulô relataram problemas na organização do grupo e na gestão de bens comprados com recursos do PAS; o MPF esclareceu que esses materiais integram reparação coletiva e devem ser administrados pelo próprio grupo, em conjunto.
Moradores da Marquês de Abrantes, em Bebedouro, pediram limpeza e manutenção da praça do Conjunto Padre Pinho, cursos e oficinas e melhoria do transporte público; o MPF vai buscar esclarecimentos sobre a conservação da praça e encaminhar a questão do transporte ao Município de Maceió.
Foram apontadas pendências no espaço multiuso do Bom Parto — manutenção, iluminação, instalação de equipamentos esportivos, ligação de água e limpeza — e o MPF disse que verificará as informações junto aos responsáveis pela execução e gestão do equipamento.
Um grupo de empreendedoras do Flexal, atuantes em feiras e iniciativas de economia solidária desde 2024, solicitou um espaço fixo e adequado para exposição e venda, com água, banheiro e iluminação nos novos equipamentos da região.
Também foram manifestadas preocupações sobre a destinação de imóveis locais e o andamento de ações de melhoria habitacional; todas as demandas serão analisadas e encaminhadas aos órgãos, instituições e responsáveis conforme as atribuições de cada um.
O acompanhamento dos encaminhamentos integra a proposta do Vozes da Mundaú de aproximar o MPF das comunidades e contribuir para respostas às necessidades coletivas decorrentes do desastre.
O Vozes da Mundaú foi criado pelo MPF em Alagoas em outubro de 2025 e funciona como espaço permanente de acolhimento, escuta e encaminhamento; os encontros ocorrem mensalmente por atendimentos agendados.
A próxima edição será no dia 1º de outubro, na sede do MPF em Alagoas; os agendamentos já estão disponíveis no link https://forms.gle/UfX9Jmk7n6sYCkiJ8 com quatro inscrições — 14h, 15h, 16h e 17h — para grupos de até 5 pessoas, com duração de 50 minutos cada encontro.