Presidência dos TREs chama mudanças de locais de votação de “exceção”
Assinaram nota nesta segunda (19); afirmam redução frente a 2022 e negam interferência de Kassio Nunes Marques

Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais assinaram nota conjunta nesta segunda (19) dizendo que as mudanças de locais de votação para o segundo turno são “excepcionais” e “apenas quando absolutamente necessário”.
O Colégio de Presidentes dos TREs (Coptrel) aponta redução das alterações em relação a 2022, quando 5.822 locais foram mudados; até domingo (18) foram alteradas 1.397 seções em 2026.
As 1.397 mudanças representam 0,27% do total de seções e afetam 402.599 eleitores, segundo dados divulgados pela corte eleitoral até 18 de outubro.
A nota nega qualquer ingerência do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, nas trocas de locais de votação.
Os principais motivos citados para as alterações são situações climáticas extremas, falhas de infraestrutura nos prédios usados como locais de votação e questões de segurança pública.
Os dirigentes afirmaram que o Super El Niño impactou algumas trocas e que a diretriz dos tribunais é não alterar locais entre os turnos sempre que possível.
O TSE citou o caso de Confresa (MT): chuvas em 9 e 10 de outubro danificaram a cobertura de uma escola usada em 4 de outubro; um laudo de engenharia de 11 de outubro recomendou interdição e transferiu as seções para prédio vizinho.
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu providências ao tribunal para garantir divulgação ampla das mudanças e medidas de locomoção aos eleitores, citando abstenção de 21,08% no primeiro turno e reclamações de eleitores que não conseguiram votar.
Cada tribunal disse que adotará medidas para divulgar as alterações por todos os meios disponíveis; eleitores já podem consultar o Autoatendimento Eleitoral e o aplicativo e‑Título (iOS e Android).