Primeira eleição para o Senado foi em 15 de setembro de 1890; hoje o Senado tem 81 vagas
Foram 36 eleições em 136 anos; o eleitorado atual é de 158,7 milhões e houve sete Constituições

A primeira eleição para o Senado ocorreu em 15 de setembro de 1890, quando 20 estados e o Distrito Federal elegeram, cada um, três senadores para a Assembleia Constituinte.
Estimam-se cerca de 300 mil votantes em 1890 — 2% de uma população de pouco mais de 14 milhões — e foram escolhidos 63 senadores naquela votação.
O Senado atual tem 81 membros, o país tem 27 unidades da Federação e já ocorreram 36 eleições para a Casa ao longo de 136 anos.
Criado em 1932, o Tribunal Superior Eleitoral unifica dados das eleições ordinárias desde 1945; registros anteriores e pleitos suplementares estão dispersos em bibliotecas do Congresso e nos tribunais regionais eleitorais.
A Constituição da República mudou várias regras: aboliu a vitaliciedade, instituiu mandatos (inicialmente de nove anos) e distribuiu mandatos iniciais de três, seis e nove anos para permitir renovação a cada três anos; os mandatos começaram a contar em 1891.
Na Primeira República não havia suplentes; vacâncias eram preenchidas por eleições suplementares, e 13 senadores voltaram a ser eleitos após deixar a cadeira.
A Revolução de 1930 encerrou mandatos; o Senado foi recomposto em 1935 por eleições indiretas nas assembleias estaduais e na Câmara Municipal do Distrito Federal, com dois senadores por estado e mandatos de oito anos (um com quatro anos, outro com oito na primeira composição).
O golpe de 1937 instaurou o Estado Novo e aboliu o Legislativo; o regime terminou em 1945, quando cada estado elegeu dois senadores para a Assembleia Nacional Constituinte em dezembro.
A Constituição de 1946 restabeleceu três senadores por estado, mandatos de oito anos e introduziu suplentes; em janeiro de 1947 foram eleitos terceiros senadores e suplentes para recompor a alternância de cadeiras.
Nos anos de ditadura pós-1964 o regime criou bipartidarismo (Arena e MDB), a sublegenda, senadores “biônicos” em 1978, o segundo suplente e o voto vinculado em 1982.
Uma emenda de 1985 restabeleceu eleição direta para todas as cadeiras e extinguiu os senadores biônicos; em 1986 a sublegenda foi extinta.
As regras atuais mantêm três senadores por unidade federativa, mandatos de oito anos e renovação alternada de um terço e dois terços das cadeiras.