Justiça

STF julga ADI sobre Refis; relator votou pela improcedência em 7 de agosto de 2026

Voto de Cristiano Zanin, acompanhado por Gilmar Mendes, propõe repactuação das prestações para manter contribuintes reincluídos.

PRedação Política.NEWS15 de set. de 2026, 07h33· 15 acessos
STF julga ADI sobre Refis; relator votou pela improcedência em 7 de agosto de 2026
Reprodução: conjur.com.br

O Supremo Tribunal Federal começou a julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7.370 sobre o Refis; o relator Cristiano Zanin votou pela improcedência em 7 de agosto de 2026.

O voto traz modulação: contribuintes reincluídos só permaneceriam se as prestações forem repactuadas a níveis capazes de quitar o débito em prazo razoável.

A ADI foi proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil e discute a Lei nº 9.964/2000, que instituiu o Programa de Recuperação Fiscal (Refis) em 2000.

A lei permitiu que pessoas jurídicas consolidassem débitos e os pagassem em parcelas mensais calculadas por percentual da receita bruta do mês anterior, sem prazo fixo de quitação.

A adesão ao Refis implicava confissão irrevogável dos débitos consolidados e desistência de ações judiciais relativas aos créditos parcelados.

Em 2013 a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional editou o Parecer PGFN/CDA nº 1.206/2013, criando a chamada “tese das parcelas ínfimas”, que equipara pagamentos de valor insuficiente à inadimplência.

Em 30 de março de 2023 foi deferida medida cautelar para reincluir contribuintes adimplentes e de boa-fé excluídos; o Plenário referendou essa medida em junho de 2024.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro André Mendonça.

2000 — Lei nº 9.964 instituiu o Refis

45% — taxa básica de juros na época da criação do Refis

30 de março de 2023 — concessão de medida cautelar para reinclusão

junho de 2024 — Plenário referendou a cautelar

7 de agosto de 2026 — voto do relator Cristiano Zanin

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