Candidatos em Goiás divergem sobre câmeras nas fardas policiais
Daniel Vilela e Wilder Morais são contra; Luis Cesar Bueno prevê projeto-piloto com avaliação em 12 meses.

Daniel Vilela (MDB) afirmou ser “radicalmente contra” a obrigatoriedade de câmeras corporais nas fardas policiais.
Wilder Morais (PL) também se declarou contrário em nota divulgada nesta terça-feira (15), mas disse que a declaração anterior referia-se a ouvir a corporação antes de decidir.
Marconi Perillo (PSDB) não definiu posição e prometeu discutir o tema com cientistas, pesquisadores e as forças de segurança, caso eleito em outubro.
O candidato à reeleição Daniel seguirá a linha do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e pretende priorizar investimentos no programa IA Contra o Crime, que usa câmeras de monitoramento, inteligência artificial e cruzamento de dados.
Wilder havia dito que, nos primeiros 100 dias de um eventual governo, iria sentar com a Corregedoria da Polícia Militar e com policiais para debater o assunto.
Luis Cesar Bueno (PT) incluiu a implantação gradual de câmeras corporais em seu plano de governo entregue ao TSE, com projeto-piloto em unidades prioritárias.
A proposta de Cesar prevê avaliação independente após 12 meses, considerando segurança dos policiais, reclamações, uso da força, utilidade das imagens como prova, custos e percepção de agentes e população.
100 dias — prazo citado por Wilder para debater câmeras com a Corregedoria
12 meses — duração da avaliação independente prevista no plano de Cesar Bueno
"Eu confio no policial e, por esse motivo, acho desnecessário o uso de câmera corporal", afirmou Wilder Morais em nota.
Marconi foi questionado sobre o tema em sabatina no dia 1º e disse: “Quero discutir com cientistas, pesquisadores e com as forças policiais para ver se isso é prioritário e necessário, e como faremos.”