Marqueteiro de Lula pede comunicação contínua para evitar recomeços a cada quatro anos
Raul Rabelo defende presença digital permanente, critica efeitos da desinformação e explica mudanças na estratégia eleitoral.

Raul Rabelo diz que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva precisa de comunicação perene para não recomeçar a narrativa a cada quatro anos.
Ele afirma que a mobilização constante da oposição obriga manutenção da presença digital e disputa de pautas; defende a regulação das redes sociais como importante para a democracia.
Rabelo, publicitário responsável pela campanha de reeleição de Lula, negou erro ao focar no legado no primeiro turno e atribuiu a fraca mobilização à crise do Banco Master.
Segundo ele, o ritmo mudou no segundo turno com a entrada do senador Camilo Santana e do governador Rafael Fonteles na campanha.
A campanha integrou o deputado André Janones, que criou o grupo "Exército do Lula" no WhatsApp; a equipe digital coordenou a conexão com Janones até a véspera da votação.
Sobre a remoção de links pelo TSE por desinformação, Rabelo afirmou que a campanha "não trabalha com fake news" e que eventuais falhas não foram intencionais.
Questionado sobre Janja, disse que não orientou para que ela aparecesse menos no segundo turno e que o presidente é o protagonista.
Rabelo citou a juventude, com nomes como Camila Jara e Guilherme Cortez, como fundamental para impulsionar a reta final da campanha.
Ele declarou não saber sobre a permanência do ministro Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação (Secom) e afirmou que "não possui perfil" para assumir cargo no governo; integrar a gestão "não passa por sua cabeça".