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UFSM passa a dar 60 minutos extras em provas para TDAH, dislexia e discalculia

MPF recomendou a medida em 2 de junho; concessão exige comprovação médica no momento da inscrição.

Redação POLITICA.GO11 de set. de 2026 · 03h337 acessos📲 Enviar no WhatsApp
UFSM passa a dar 60 minutos extras em provas para TDAH, dislexia e discalculia
Reprodução: grupoceres.net.br

O Ministério Público Federal recomendou em 2 de junho que a Universidade Federal de Santa Maria preveja 60 minutos adicionais em provas para candidatos com TDAH, dislexia e outros transtornos de aprendizagem.

A concessão ficará condicionada à comprovação da necessidade no momento da inscrição, mediante apresentação de documentação médica pertinente.

A recomendação surgiu após inquérito aberto por pedido de acessibilidade: uma candidata com TDAH e dislexia teve pedido de uma hora adicional negado no Processo Seletivo Seriado (PSS) 2026, embora pedido similar tenha sido deferido no ano anterior.

Em resposta ao MPF, a UFSM informou em agosto que incorporou a previsão de uma hora adicional aos editais em elaboração e que replicará as regras nos demais editais de ingresso publicados ao longo do ano.

O MPF argumentou que a adaptação razoável deve considerar a barreira funcional demonstrada, sem exigir o enquadramento formal como pessoa com deficiência, citando a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei nº 14.254/2021.

A universidade antes sustentava que o TDAH não integra o rol legal de pessoas com deficiência, motivo pelo qual negou adaptações em alguns casos; o MPF considerou esse entendimento insustentável.

O procedimento foi arquivado após a UFSM informar a implementação das medidas, porque a alteração resolveu a questão que motivou o inquérito.

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