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60 movimentos definem plataforma contra o agronegócio e pela defesa de territórios

Encontro do Campo Unitário, na Bahia (3 a 5 de setembro), fechou pautas, calendário e agenda de diálogo com governos eleitos.

Redação POLITICA.RS5 de set. de 2026 · 15h325 acessos📲 Enviar no WhatsApp
60 movimentos definem plataforma contra o agronegócio e pela defesa de territórios
Reprodução: www.brasildefato.com.br

60 movimentos e organizações populares concluíram plataforma comum contra o agronegócio e em defesa dos territórios.

Os grupos vão preparar um calendário de lutas, mobilizações de massa e agendas de diálogo com governos eleitos; a sistematização será divulgada nos próximos dias.

O Encontro do Campo Unitário ocorreu na Bahia entre 3 e 5 de setembro e reuniu 60 organizações, incluindo MST, Movimento dos Pequenos Agricultores, Via Campesina Brasil, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, MAB, MAM e MMC.

A plataforma defende soberania dos povos sobre seus territórios, um novo modelo de agricultura, reforma agrária e proteção contra megaprojetos, privatização da água e exploração de terras raras.

João Paulo Rodrigues, dirigente nacional do MST, disse que o documento orienta a esquerda brasileira a “atualizar o debate político sobre o campo” e que é preciso compreender o novo agronegócio para articular a luta.

Vânia Marques Pinto, presidenta da Contag, afirmou que a plataforma deve priorizar a defesa dos territórios, a luta pela reforma agrária e a defesa da água.

60 — número de movimentos e organizações participantes

3 a 5 de setembro — datas do encontro na Bahia

200 milhões de hectares — área que, segundo o encontro, pode ser disputada na reforma agrária

40 anos — período em que, segundo Rodrigues, a esquerda lidou com outro tipo de capitalismo agrário

30% — déficit médio de renda dos trabalhadores do campo em relação aos da cidade, citado no encontro

Os movimentos também apontaram prioridades orçamentárias: disputar o orçamento capturado pelo Congresso e democratizar o plano safra, com mais recursos para agroecologia.

A próxima etapa é divulgar a sistematização das propostas nos próximos dias e lançar o calendário de mobilizações e as pautas para diálogo com governos eleitos.